Associações de distribuidores pedem ação dos governos para debelar crise

Associações de distribuidores pedem ação dos governos para debelar crise

Para entidades, situação atual virou caso de segurança pública

30 de Maio de 2018

A Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores (ABAD) e a Associação dos Agentes de Distribuição da Bahia (ASDAB) pedem aos governos federal, estadual e municipal e seus respectivos corpos policiais todo o empenho para debelar a atual crise. Para as entidades, a manutenção da paralisação e o bloqueio de estradas deixaram de ser objeto passível de negociação e virou caso de segurança pública. As paralisações começam a provocar uma situação insustentável de desabastecimento e perdas disseminadas por toda a sociedade.

Em nota, as associações afirmam que, ainda que tardiamente, o governo federal recuou e se reuniu com as entidades que representam os grevistas que paralisaram o país, com bloqueios de caminhões pelas estradas. As reinvindicações – em sua essência justas e apoiadas inclusive por distribuidores e pela população – foram atendidas, os caminhoneiros aceitaram o acordo e esperava-se que a normalidade se restabelecesse.

 “Vivemos um momento de extrema insegurança, e as perdas ultrapassam o campo material para atingir outros aspectos ainda mais preocupantes, com danos ao direito à saúde, tendo em vista a situação precária de farmácias e hospitais; ao direito à segurança, diante das depredações e assaltos que começam a atingir até mesmo motoristas particulares; ao direito à educação, diante das muitas escolas fechadas; e mesmo ao direito de trabalhar normalmente, como é o caso de vários motoristas que estão sendo impedidos de retomar suas atividades. Ou seja, deixamos o campo da mera reivindicação por um legítimo pleito de fundo econômico e agora vemos o sequestro oportunista da pauta dos caminhoneiros por grupos de marginais que atuam com intenções políticas ou simplesmente com o intuito de promover o caos social para poder cometer delitos com maior tranquilidade”, afirmou o presidente da ABAD, Emerson Destro.

O presidente da ASDAB, Antonio Cabral, conclamou o governo baiano, através da Secretaria de Segurança Pública, para uma ação enérgica. Para ele, é preciso aplicar as leis e defender o cidadão comum e as empresas que trabalham honestamente pelo crescimento do Brasil e da Bahia. “Não é possível um país inteiro tornar-se refém de grupos que agem com intenções espúrias e estão colocando em risco a estabilidade política, econômica e social que vem, a duras penas, sendo construída. Precisamos, o quanto antes, voltar a circular e trabalhar com segurança. Ou estaremos empurrando toda a sociedade para a beira de um abismo de proporções difíceis de calcular”, afirmou.

Diante do quadro, o setor de distribuição, que movimenta nacionalmente uma frota de 100 mil caminhões – 13 mil na Bahia - e abastece todos os dias mais de 5.570 municípios no país, insiste em pedir ao poder público, pelo bem da normalização do abastecimento e da retomada da atividade econômica, que libertem os caminhões retidos irregularmente e permitam que os caminhoneiros tenham o direito de exercer seu direito básico, garantido pela Constituição, de ir e vir.
 
 
Associação dos Agentes de Distribuição da Bahia - ASDAB
Assessor de Comunicação - Jornalista Pedro Carvalho 
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